quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

De maneira melancólica Nacional é eliminado na segunda rodada da Copinha

Por Alessandro Yara Rossi


Em plena quarta-feira, às 14h, o Estádio Nicolau Alayon recebeu um bom público para ver o jogo entre Nacional e Ponte Preta, na abertura da segunda rodada do Grupo Z da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Mesmo saindo na frente do placar, o time da capital paulista não conseguiu manter a vantagem e sofreu a virada perdendo por 3 a 1 e graças a vitória do Paraná sobre o Tocantinópolis, no jogo de fundo, por 3 a 0 a eliminação precoce foi consumada.

A partida começou de uma maneira extremamente equilibrada, com as equipes travando uma grande disputa no meio de campo, em razão do esquema 4-3-2-1 da Ponte. O Naça acionava os seus dois alas: Romarinho na direita e Cauê pela esquerda para tentar dar eficiência ao ataque e ajudarem Ronaldo e Amilton.

Neste panorama de muita marcação e pouca criação a primeira oportunidade foi em um chute de fora da área de Amilton apenas aos 25 minutos, mas o bom goleiro pontepretano Lucas fez a intervenção.
                                        Com a derrota o Naça está eliminado da Copinha pelo segundo ano seguido
 

Depois disso o NAC cresceu e começou a obter maior tempo de posse de bola, tanto que finalmente aos 32 minutos, após um grande lançamento de Ronaldo, Amilton dominou e encontrou Romário entrando na área e demonstrando muita categoria, o ala direito driblou o arqueiro adversário e tocou no canto direito para abrir o placar e manter as chances de classificação acesas.

Só que a alegria durou apenas cinco minutos, em virtude do belo gol marcado de fora da área do volante de Jeferson Santos, que acertou o ângulo direito de João Mansur, que nada pôde fazer. O empate da Macaca fez com que o emocionou do Nacional caísse drasticamente e por muito pouco não sofreu a virada.

Segundo tempo

Necessitando da vitória a todo custo, o técnico Zé Sérgio modificou a estrutura da Ponte Preta, tirando o volante Léo Cruz e colocando o meia atacante Ferreira, para não deixar o único atacante da equipe, Douglas Bená isolado. E a substituição surtiu efeito imediato, já que o time campineiro adiantou a sua marcação e sufocou a saída de bola do Naça, que começou a se perder em campo e não mostrava reação.

Vendo a inferioridade do time naquele momento, o treinador Marcel não dava sinais que iria promover alguma substituição e a pressão sofrida aumentava. Era a hora de tirar um dos três zagueiros (de preferência Guilherme) e colocar algum atacante, mas ele não fez isso e somente aos 26 minutos tirou Rodrigo Coreia e colocou Bruno Carvalho (um volante por outro).

Aos 30 minutos, o NAC melhorou e Ronaldo desperdiçou o gol que poderia sacramentar a vitória, após criar uma bela jogada pela esquerda, ele entrou na área, porém com o canto esquerdo aberto, optou por chutar no lado oposto e a bola passou sem muitos sustos ao goleiro Lucas.

Em seguida, Amilton iniciou o contra ataque e abusou da individualidade e não lançou Ronaldo, que iria sair na cara do gol.

O castigo veio aos 39 minutos: falta no lado esquerdo, perto do bico da grande área, Matheus Olavo chutou, o goleiro João Mansur deu um passo desnecessário, que o tirou da trajetória da bola e não conseguiu efetuar a defesa e a Ponte Preta virava a partida. Isto enterrou as esperanças do Nacional de buscar a sobrevivência e nos acréscimos, Royce Júnior fechou o placar.

Com a vitória, a Macaca necessita vencer o Tocantinópolis neste sábado e torcer para que o Nacional supere o Paraná, porém a Ponte precisa reverter o saldo de gols (1 contra 4 do paranaenses).

Novamente o Naça fica pelo caminho na Copinha e agora completa seis jogos sem vitória no torneio. A última ocorreu em 2011, quando na ocasião venceu o Palmeiras nas oitavas de final, por 2 a 0. Agora resta pelo menos terminar de maneira honrada a participação e desde já colocar em prática o planejamento visando a Segundona do Paulista

Ficha Técnica

Local: Estádio Nicolau Alayon, São Paulo;

Data e hora: 09-01-2013, às 14h (horário de verão de Brasília).

 

Nacional: João Mansur; Guilherme, Léo e Jobert; Romário (Rodrigo Gabriel), Anderson, Júlio César (Caíque), Rodrigo Coreia (Bruno Carvalho) e Cauê; Amilton e Ronaldo.

Técnico: Marcel.

 

Ponte Preta: Lucas; Jeferson, Rodrigo, Júnior (Saimon) e Luizinho; Jeferson Santos, Alef, Matheus Olavo, Léo Cruz (Ferreira) e Alan; Douglas Bená (Royce Júnior).

Técnico: Zé Sérgio.